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O GRANDE SEGREDO DE SER AMIGO DE JESUS

Amigos de Jesus Cristo

“Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.” (João 15.14)

A Bíblia fala de várias amizades; amizades como a de Davi e Jônatas, que, em muitos aspectos, do tipo de amizade que arrisca a própria vida pelo bem-estar do outro. É um pena ver que tal amizade parece ser um conceito esquecido, em nossos dias, ou seja, o verdadeiro amor ao próximo.

O que, afinal, é amizade? E o que faz com que duas pessoas se tornem amigas? Amizade é um amor puro, que surge da afinidade entre duas pessoas; afinidade essa que pode estar no seu passado (ou seja, numa história de vida parecida), no presente (a mesma maneira de pensar, ou forma de ver) ou no futuro (objetivos parecidos ou complementares). De qualquer forma, a amizade nasce quando reconhecemos no outro parte de nós mesmos, e quando o outro reconhece em nós parte de si.

Há uma amizade citada na Bíblia, no entanto, que é muito particular. Um caso — e um só, em toda a Bíblia — em que Deus chama um ser humano de amigo. E ouvimos isso da boca do próprio Deus.

Abraão, é um dos personagens mais marcantes da história bíblica. Isto porque, ele foi chamado por Deus para ser o pai dos judeus, povo de onde viria o Messias. Sua vida de fé, obediência e intimidade com Deus, fez com que ele alcançasse, não só o título de “pai dos judeus” e “pai da fé” como também, se tornasse o único personagem da Bíblia denominado de “amigo de Deus”.

Abraão desenvolveu, ao longo de sua vida, uma relação de amizade com Deus. A amizade entre Deus e Abraão nasceu de uma relação de confiança mútua. O elemento–chave do relacionamento entre Deus e Abraão foi a fé. Abraão aprendeu a viver por fé, devido a sua capacidade de obedecer à palavra de Deus. Além disso, algumas passagens bíblicas descrevem Abraão como o amigo de Deus. Vejamos:

• “Porém tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi descendência de Abraão, meu amigo;” ( Isaias 41.8 )

• “Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo Israel, e não a deste para sempre à descendência de Abraão, teu amigo?” (II Crônicas 20.7)

“Abraão, meu amigo”. Essa expressão produz em mim, sempre, uma impressão fortíssima. Deus chamando um homem de amigo! E por que, afinal, Deus o chama de amigo?

Achamos a primeira pista para responder essa pergunta na epístola de Tiago:

• “Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.” (Tiago 2. 21-23)

À primeira vista, podemos dizer que foi a obediência que fez Abraão se tornar amigo de Deus — até porque essa hipótese parece concordar com o que o Senhor Jesus disse no versículo inicial. Mas será que é isso mesmo? E cabe perguntar, pois há muitos outros homens e mulheres que obedeceram a Deus — mas nenhum foi chamado de amigo de Deus, senão Abraão. Portanto, precisamos buscar se há algo mais em Abraão que possa tê-lo feito amigo de Deus — e, se há algum lugar em que buscar isso, é no evento que Tiago cita: “quando Abraão ofereceu sobre o altar seu filho Isaque”.

Esse evento está descrito em Gênesis 22:1-18. Peço que, se puder, leia o texto com cuidado, pois há muito que se aprender nele (e não o reproduzo aqui por causa de espaço). Resumindo o evento em questão, Deus manda Abraão sacrificar seu filho Isaque num monte que Ele lhe mostraria. Abraão anda até lá com seu filho, e quanto se propõe a sacrificá-lo, Deus o impede, providenciando um carneiro para ser sacrificado em seu lugar; e diz a Abraão que, por Abraão não ter negado seu único filho, que ele seria grandemente abençoado.

É aí que vemos que, na verdade, a amizade entre Deus e Abraão não é diferente da que conhecemos, pois surge também da afinidade entre eles. Como Abraão, Deus se dispôs a sacrificar Seu próprio filho em favor de outros; como Abraão, Seu filho era o que Deus mais amava. Entretanto, se Isaque foi poupado, o filho de Deus não o foi, pois não havia um cordeiro para ser sacrificado em seu lugar, já que ele mesmo era “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29).

Assim, Deus e Abraão compartilhavam uma mesma história, e isso fazia de Abraão um amigo de Deus. Como aplicar esse conceito ao texto inicial? Basta vermos o contexto em que ele se encontra:

“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.” (João 15.12-14)

Ora, o mandamento de Cristo é seguir o amor que ele teve; amor que o levou a dar a sua própria vida. A partir do momento em que amamos assim, em que nos dispomos a amar em prejuízo até da própria vida, compartilhamos com Cristo sua motivação e sua história; ao obedecermos ao Seu mandamento, passamos a ter algo em comum com Ele; e assim nos tornamos seus amigos.

Por tanto, não é a obediência em si que nos faz amigos de Cristo, mas o que ela significa; não é o mandamento em si que ganha a Sua amizade, mas compartilhar Suas intenções e Seu amor; somos amigos de Cristo quando vivemos o que Ele viveu, quando andamos como Ele andou, quando Ele é, através de nós, tudo o que é e foi: amor, pureza, luz, graça e verdade.

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